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domingo, 6 de setembro de 2009

Sigam-me os bons! - Postagem temática


Eu já perdi amigos por causa do twitter. Sim.
Mas depois achei e comecei a segui-los.

Já tive acaloradas discussões em saunas sobre essa nova ferramenta. Afirmava que a ideia de “O que estou fajenduu” era de um egocentrismo apocalíptco. Coisa de gente que queria aparecer de qualquer maneira, que gostaria que todos soubessem de si como sabem de famosos, os quais todos os dias são manchetes de respeitadas revistas como Ti-Ti-Ti e Sou + eu. Entra nesse Pepsi Twistter para ficar lendo coisas como: “Bom dia sol; estou indo dormir; almocei frango com maionese, estava ma-ra-vi-lho-so ... não é Super Interessante, mas Veja:

Eu realmente achei que eram só esses fatos cotidianos que encontraria no twitter, então resisti. Não queria entrar em modismos, sou tão por fora desse negócio de moda, que acho a Giselle Bundchen sem graça. Pra ela ficar perfeita precisa comer mais chocolate branco (Lacta, Ouro branco, Albino), porque como todo mundo sabe, preto emagrace. Inclusive a Gi está no twitter, mas tem poucos seguidores, e isso tem explicação: É difícil seguir-la. As pessoas até tentam, mas perdem-na facilmente. Quando se dão conta, estão seguindo um poste. A mesma sina vale para mim: http://www.youtube.com/watch?v=LoSWKMDppDA

Mas eu perdi a luta. Um colega da agência que trabalho é um twitter maníaco e, ficava todos os dias me indagando: “Como que tu não tem twitter????” Eu me perguntava: Cadiquê? Já estou mais por dentro das novidades do que gostaria! Mês passado fiz meu ICQ e instalei a internet AOL que veio num CD super transado. Sem falar do mIRC, messenger, orkut, blog entre outras coisas do balacubaco.

Só que não sei se poderei ter twitter e blog ao mesmo tempo, afinal dizem que o twitter é um matador de blogs, por ser mais prático e não necessitar de tanto esforço para dizer algo ou mesmo para ser lido. Teoricamente, os dois tem a mesma idéia: A pessoa escreve o que estiver afim, quem achar interessante lê o blog/segue o twitter.

Então a definição de twitter como miniblog é mais do que cabível. Mas cabível não é exatamente a palavra mais apropriada para ele. É realmente frustrante. Imagine que você pega um T6 e encontra o Arnold Schwarzenegger. Azar não é? Porque além de se sentir constrangido por ter o mesmo peso que o bíceps dele, quando você for escrever no twitter que o encontrou, é capaz de ao escrever Arnold Schwarzenegger, de tão grande, o twitter reduza para http://bit.ly/AST6 pensando ser um link. Muita gente vai deixar de seguir você pensando que se trata de um louco que vê links no ônibus e se emociona. Mas se você conseguir fazer cara de louco, na próxima vez que pegar ônibus, poderá sentar nos assentos preferenciais pra idosos e pessoas com deficiência. Quem sabe ali encontre a Hebe, que não ocuparia tanto espaço na twittada, e ainda é capaz de te dar uma bitoca com gosto de formol.

Como foi citado, já temos demasiadas ferramentas de interação virtual que não posso afirmar que a daqui a pouco tempo nossa vida será atrás de um computador, porque ela já é. Muitas garotinhas de família tiram fotos com seus tops Brasil Sul - que de tão apertados mais parecem os espartilhos da Idade Média – pensando em pôr no Orkut e em outros lugares nem tão públicos assim. Prefiro não transcrever aqui o que donzelas desse tipo fariam afim de por no twitter.

Não basta mais ter apenas conhecimento do “Quem sou eu” (pergunta chave do orkut), é preciso saber “O que Eu estou fazendo”. Pode se enchergar isso como uma competição para quem aparece mais. Meu vô diria a seguinte frase: “Quer aparecer? Pinte a bunda de vermelho e sobe num poste”. Obviamente, nunca fiz isso, não consegui, nunca conseguia ultrapassar um metro do chão. Se alguém ver a base de um poste com borrões vermelhos, fui eu que tentei subir nele. Agora se ver borrões vermelho no topo do poste, provavelmente é sangue de algum ex-funcionário da CEEE.

Mas eu me enganei em relação ao passarinho azul. Ele pode ser muito mais interessante do que se pensa, tudo depende do modo como você utiliza-o. Seguindo perfis interessantes, você se mantém mais atualizado que lendo o Zero-Hora, até porque você pode seguir-lo. Obviamente tem sim a sua boa dose de egocêntrismo, mas isso é uma coisa que não podemos mais nos desfazer, afinal, está presente em tudo. Então, apesar de muitos acreditarem ser impossível, eu errei, desmereci o twitter, mas me arrependo. Mas que twitter pode servir como blog para preguiçosos, aí pode. Assim como aqueles que resistiram a fazer um Orkut, saibam que mais cedo ou mais tarde também farão o seu twitter. Mas fica a dica: Sigam os deputados, senadores, ladrões em geral, é possível que eles te levem até onde guardam a bufunfa. Quando acharem, não se esqueçam de dar um RT (re-twitt) na localização.

Para quem não tem rumo, siga-me no twitter: http://twitter.com/FagnerPN. Quando eu chegar a 50 seguidores vou montar minha Igreja. Quando chegar a 1000 seguidores vou cobrar dízimo. Quando chegar a 1 milhão de seguidores vou comprar uma rede de televisão.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Viva la Vida



Pois é gente, o último post ainda não deu resultado, continuo desempregado. Tudo bem, não vou desanimar. Ainda posso vender um rim. Mas só um, porque o outro levou uma facada hoje, ou ontem, ou anteontem, tudo depende de quando você ler este texto. Então, por favor, não leia o texto antes das 15h, não quero tomar a facade denovo.

Como tenho certeza que você querido leitor leu todos os textos, sabe que a banda Oasis me agrada por demais da conta. Entonces, hoje me desloquei a um shopping Country de Porto Alegre para adquirir meu caro pedaço de papel.

Bundão como eu (...) não existe, pelo fato de não ter comprado a dois dias atrás, paguei vinte reais mais caro. Ou seja caros miguxos, no total (não no shopping, já disse que foi no Country) foram R$ 140,00, vários papéis em troca de um papel, mas acho que fiz um bom negócio. Mas algo me indignou um pouco durante este fato, uma garota. Ao dirigir-se para o balcão de pagamento, ela indagou a sua mãe dizendo o seguinte:

- Mãe, não é aqui, aqui é pro show do oÁsis!
(pausa dramática)

Meus sentidos reagiram aquilo de forma desagradável, parecia que haviam estourado uma bombinha no meu ouvido. Quase que em câmera lenta consigo virar de leve o rosto balançando meus cabelos na direção contrária no intuito de registrar a face da herege. E vocês não imaginam o que aconteceu quando ela estava por comer um Big Mac e tentava abir o sache do catchup... Ela conseguiu abrir e comeu o Big Mac, devia estar muito gostoso.

Devido ao grande alcance de público do My One Easy, a infeliz deve ler este blog. Então, que-ri-di-nha, é Oasis (lê-se Oeisis) o correto. Porque oÁsis é nome de puteiro da Assis Brasil, daqueles que a noite só se lê o “ásis”, já que o “O” está com a iluminação queimada. E ainda pra piorar, o tal do dono do puteiro ainda passa por analfabeto que colocou o nome da rua errado.

Muito se comenta agora sobre por exemplo a vida dos irmãos Gallagher, sobre suas personalidades, egocentrismos etc. E tudo que tenho a dizer é, e daí? A música tem o poder de despertar quem realmente somos e fantásticas sensações, por isso considero eles heróis para mim, já que a sua arte é capaz de fazer isso comigo e também me deixar pobre.

Adoro aquele música deles All you need is looove... Ou entao aquela O Ana Júlia... Oasis é genial.

Mas cada um com seus heróis não é, fico até arrepiado quando ouço o Bial falar dos heróis dele no BBB. Vem-me a cabeça toda lição de vida que eles nos deram, tudo que produziram pelo mundo, todos os bons sentimentos que causaram as pessoas. De fato, um acervo inenarrável. É tanto aprendizado que fiquei confuso e não consigo me lembrar de nenhum no momento.

“Os meus heróis morreram de overdose”. Na grande maioria das vezes, para que realmente vejamos um ídolo como herói, não devemos tentar saber mais sobre ele. O risco que corremos procurando sobre a vida “extra-campo” de nossos ídolos geralmente faz com que eles deixem de possuir o status de “herói”. Ironia ou não, o que faz os BBB’s serem chamadas de heróis pelo filósofo e dermatologista Pedro Bial, é justamente a vida pessoal e as bundas.

Imagine se resolvêssemos saber de tudo sobre grandes ídolos? Não conseguiríamos mais olhar o programa da Xuxa que imaginaríamos ela pelada, não conseguiríamos mais assistir o DVD do Queen que lembraríamos como Fred Mercury morreu... A idolatria deve ter um limite, não precisamos absorver a parte ruim de nossos ídolos, quando temos a “boa” a nossa completa disposição. O que me importa se ouvindo tal música ao contrário, vou ouvir a voz do tinhoso me chamando para ir com ele para um lugarzinho quente, mas sem a praia e o milho verde com bastante margarina.

O problema é que as pessoas não se saciam apenas com a obra artística de seus ídolos, querem saber tudo sobre eles, querem saber se usa drogas, se trai sua esposa, se tem o pinto pequeno. Para que? Prefiro acreditar que uma pessoa capaz de criar canções magníficas seja perfeita, mesmo que não seja. E querendo ou não, ao saber certas verdades sobre os ídolos, você muda o seu modo de ver a obra, enchendo seus olhos de preconceito e poréns. Afinal, de humanos e imperfeitos, já bastam nós.

Bem de perto, ninguém é bonito ou perfeito. Nem eu, eu sei que é difícil, mas acreditem. Então fica aqui o meu aviso as revistas Ti-Ti-Ti, Caras, Sou+eu, o acionista majoritário do My One Easy não vai dar entrevista nenhuma!
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Hey Jude!!!! Don't make it bad. Take a sad song and make it better...
S2 Oasis.